Fonoclinica

Avaliação, Orientação e Terapia Fonoaudiológica                                                              TEL: (11) 3446-4136

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CONSULTÓRIO DE FONOAUDIOLOGIA

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Archive for março, 2008

Deglutição Atípica (Dificuldade na deglutição)

10th março 2008

A deglutição é o transporte do bolo alimentar ou de líquidos da cavidade oral para o estomago.

As principais fases da deglutição são:

Fase Oral – inicia após a mastigação, quando o músculo milo-hioideo se contrae e dispara o processo de deglutição. Nessa fase ocorre o movimento ondulatório da língua. A pressão do bolo alimentar exercida nos pilares anteriores da faringe, na base da língua e palato mole (circunferência orofaríngea), determina a geração de impulsos nervosos que iniciam a ação reflexa da deglutição.

Fase Faringolaringea – trata-se de um estágio involuntário. Ocorre passagem do bolo alimentar da cavidade oral para a faringe. Ocorre alongamento da faringe e parada respiratória, fechamento das vias respiratórias e o bolo alimentar é conduzido para o esôfago.

Fase Esofágia – o bolo alimentar passa para o esôfago. A laringe volta à sua posição normal e reinicia-se a respiração normal.

Deglutição Atípica

É uma alteração na fase oral da denglutição, Uma das características observadas claramente na descrição do padrão da deglutição atípica, é o pressionamento da língua nos dentes incisivos centrais e laterais ( os dentes da frente) ocasionando muitas vezes alterações dos mesmos, levando ao aparecimento de diastemas (espaços entre os dentes), projeção dos dentes incisivos e mordida aberta. Este tipo de alteração é mais favorável em crianças na fase de dentição mista, uma vez que nessa fase ocorre crescimento diferencial entre língua e cavidade oral, o que justifica a anteriorização da língua. (A língua atinge seu tamanho máximo aos 8 anos enquanto a mandíbula entre 8 e 12 anos).

Reabilitação Fonoaudiológica.

O fonoaudiólogo deve primeiramente procurar possíveis razões dessas alterações para que possamos tratar das causas e não da conseqüência pura e simples, que é a projeção de língua.

Na avaliação fonoaudiológica, devemos observar a forma da face, o tipo de arcada, o posicionamento da cabeça e do pescoço, a tonicidade da musculatura da língua e a função respiratória. Durante a avaliação, deve-se levar em conta os seguintes aspectos:

- A língua se adapta à forma;

- Outras funções interferem no seu posicionamento;

- A idade traz modificações.
O objetivo da terapia será reposicionar a língua no palato, tanto para postura quanto para a realização das funções orais.

É importante encaminhar o paciente primeiramente ao ortodontista, se tiver alterações oclusais, ou ao otorrinolaringologista em casos de alterações respiratórias.

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Fissuras Labiopalatinas

10th março 2008

São malformações congênitas de lábio e palato, consideradas craniofaciais. Podemos classificar as fissuras como anteriores ou posteriores.

As alterações encontradas nas fissuras anteriores são:

- Alterações no músculo orbicular dos lábios;

- Comprometimento da sucção e articulação;

- Depressão da asa nasal e desvio de septo que podem contribuir para obstrução nasal.

Já nas fissuras posteriores, as alterações encontradas são:

- Hipernasalidade.

- Refluxo alimentar para a cavidade nasal.

- Aparecimento de otites médias secretoras por impossibilidade de abertura das tubas auditivas.

A fissura que acomete o palato mole é denominada Fissura Palatina Submucosa, que pode provocar hipernasalidade vocal e refluxo alimentar nasal.

Distúrbios Auditivos: Os Distúrbios Auditivos podem ocorrer devido à entrada de líquidos na tuba auditiva durante a deglutição, causando otites médias.

O mecanismo da tuba auditiva pode encontrar-se alterado devido a alterações na inserção e contração do músculo tensor do véu-palatino. Também podem ocorrer devido a anomalias anatômicas da tuba auditiva e seu funcionamento com o músculo tensor do véu palatino.

Alterações de Voz: As características vocais de pacientes com fissura palatina são hipernasalidade, nasalidade mista, redução da intensidade e qualidade vocal tenso-estrangulada.

Distúrbios de Fala: Os principais Distúrbios de Fala encontrados são a presença de mecanismos compensatórios e de fala, na tentativa de compensar o escape de ar nasal (tentativa para impedir que a corrente aérea seja direcionada para o nariz). Dificuldade para produzir fonemas plosivos fricativos.

As causas para o Distúrbio Articulatório são:

  1. Alterações na Função Velofaringea* – ocorre dificuldade na aquisição da pressão intra-oral necessária para e emissão de fonemas plosivos e fricativos. Também prejudica a ressonância vocal equilibrada.
  2. Deformidade do palato e da arcada dentária – ocorre distorção dos fonemas em decorrência dos pontos articulatórios não se encontrarem íntegros.
  3. Compensações glóticas (golpe de glote) – substituições devido à impossibilidade aérea de se obter os fonemas nos respectivos pontos.

Reabilitação Fonoaudiológica

A fonoaudiólogo atua no pré e pós operatório, para orientação inicial de sucção e alimentação e, posteriormente, na adequação funcional das estruturas.

Intervenção Precoce: Os objetivos da terapia fonoaudiologica no tratamento precoce são:

  1. Alimentação: Atuar no aleitamento materno. (Obs: no pós-cirurgico da Queiloplastia não deve ser usada mamadeira por 15 dias. A alimentação deve ser pastosa rala por mais ou menos três meses).
  2. Hábitos Orais: Evitar instalação de hábitos nocivos.
  3. Sensibilidade: São feitos exercícios que abrangem três níveis de sensibilidade: tátil, térmica e gustativa. O objetivo desse trabalho é fornecer estímulos sensoriais na parte anterior da cavidade oral, evitando fixação de movimentos ompensatorios.
  4. Linguagem e Fala
  5. Audição
  6. Desenvolvimento Neuropsicomotor.

*O funcionamento do esfíncter velofaringeo ocorre da seguinte forma: 1- palato mole posterioriza-se, tocando a parede posterior da faringe; 2- medilização das paredes laterais da laringe; 3- anteriorização da parede posterior da faringe.

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Disartria

10th março 2008

A Disartria é uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Respiração: O controle deficiente da expiração e inspiração intereferirá na entonação, prejudicando a inteligibilidade da fala

Prosódia: Muitos disartricos tem uma entonação e prosódia distorcidas.

Fonação: A paralisia das pregas vocais resultará em um som fraco e abafado e fará com que o paciente se canse facilmente. O volume da voz airá após um certo perídodo da fala ou no final da oração.

Ressonância: Se há insuficiência palatal, a qualidade da voz terá baixa ressonância (hiponasalidade) ou muita ressonância (hipernasalidade).

Articulação: A redução da atividade neuromuscular da língua, lábios, palato mole e mandíbula produz alteração de fala.

A disartria pode ser causada por um processo traumatico craniocervical; tumores benignos ou malignos do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico;  lesão vascular encefálica/ doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervosos ou do muscular.

O local da lesão pode ser o Sistema Nervosos Central e/ ou periférico.

Tipos de Disartrias

Disartria Flácida: Flacidez ou paralisia com diminuição dos reflexos de alongamento muscular;Alteração do movimento voluntário, automático e reflexo;Atrofia das fibras musculares (perda da massa muscular).

 Disartria Espástica: Presença da espasticidade associadas com outras características incluindo disfagia, labilidade emocional e fraqueza bulbar.

Disartria Atáxica: Os musculos afetados estão hipotônicos. Os movimentos são lentos. Com frequência se observa nistagmo e os movimentos oculares podem ser irregulares. Aspereza da voz e uma monotonia no tom com poucas variações de intensidade.

Disartria Hipocinética: Associada á doença de Parkinson, com característica principal a debilidade da voz, prosódia, inteligibilidade da fala e articulação com falhas.

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