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Archive for the 'Linguagem' Category

Alunos com gagueira são prejudicados nas escolas

26th setembro 2011

“A gagueira é um dos distúrbios da fala mais comuns e afeta 5 em cada 100 crianças. Mas apesar da prevalência significativa, uma oportuna pesquisa realizada pelo Centro Michael Palin para Crianças com Gagueira, na Grã-Bretanha, mostrou que muitos professores não recebem informações corretas sobre gagueira. Como consequência, eles não sabem identificar nem lidar corretamente com o problema em sala de aula.

“Alguns professores nos disseram que nunca encontraram crianças com gagueira em suas turmas, mas sabemos que isto é estatisticamente improvável” (Elaine Kelman, pesquisadora).

Embora a gagueira não afete o desempenho intelectual, convém lembrar que ela pode levar à desmotivação escolar quando os professores desconhecem a melhor forma de lidar com a dificuldade. O bullying escolar é outra complicação frequente à qual pais e professores devem estar muito atentos (v. vídeo). Para mais informações a este respeito, baixe no site do IBF o livreto “Gagueira: conversa com os professores”, que esclarece as dúvidas mais frequentes sobre o assunto e fornece diversas orientações para professores de alunos com gagueira.” (Fonte: Gagueira Updates )

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Fumo e álcool juntos causam maioria dos tumores de boca

5th agosto 2011

O maior estudo do gênero já feito na América Latina, com ênfase no Brasil, revelou que fumantes e bebedores regulares de álcool têm maiores riscos de câncer na boca, faringe, laringe e esôfago, como já se previa de acordo com dados de outros países.

O resultado mais impactante do estudo foi mostrar que o uso simultâneo de álcool e tabaco teve um efeito multiplicador: 65% dos 2.252 casos de câncer avaliados estavam entre bebedores que também fumavam.

O estudo mostrou que quem bebe ou fuma mais tem maior risco da doença. (Leia +)

(Fonte: Folha.com)

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Estudo aponta sete medidas para se evitar Alzheimer

21st julho 2011

As causas do mal de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários fatores estão ligados à doença, incluindo fatores genéticos, idade e estilo de vida.

Pesquisas já realizadas mostraram que vários fatores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de atividade física, estímulo mental e dieta.

Mas, até o momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar o Alzheimer modificando algum destes fatores de risco.

Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos do Alzheimer no mundo todo.

Com este modelo, os cientistas calcularam a porcentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de atividade física.

Os resultados mostraram que a metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes fatores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados… Leia +

Fonte: Folha.com

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Dicas para driblar o medo de falar em público

8th julho 2008

1) Saiba exatamente o que vai dizer no início, quase palavra por palavra, pois neste momento estará ocorrendo maior liberação da adrenalina.

2) Leve sempre um roteiro escrito com os principais passos de apresentação, mesmo que não precise dele. É só para dar mais segurança.

3) Se tiver que ler algum discurso ou mensagem, imprima o texto em um cartão grosso ou cole a folha de papel numa cartolina, assim, se as suas mãos tremerem um pouco o público não perceberá e você ficará mais tranqüilo.

4) Ao chegar diante do público não tenha pressa para começar. Respire o mais tranqüilo que puder, acerte devagar a altura do microfone (sem demonstrar que age assim de propósito), olhe para todos os lados da platéia e comece a falar mais lentamente e com volume de voz mais baixo. Assim, não demonstrará a instabilidade emocional para o público.

5) No início, quando o desconforto de ficar na frente do público é maior, se houver uma mesa diretora, cumprimente cada um dos componentes com calma. Desta forma, ganhará tempo para superar os momentos iniciais tão difíceis. Se entre os componentes da mesa estiver um conhecido aproveite também para fazer algum comentário pessoal.

6) Antes de falar, quando já estiver no ambiente, não fique pensando no que vai dizer, preste atenção no que as outras pessoas estão fazendo e tente se distrair um pouco.

7) Antes da apresentação evite conversar com pessoas que o aborreçam, prefira falar com gente mais simpática.

8) Antes de fazer sua apresentação, reuna os colegas de trabalho ou pessoas próximas e treine várias vezes. Lembre-se de exercitar respostas para possíveis perguntas ou objeções, com este cuidado não se surpreenderá diante do público.

 

9) Se der o branco, não se desespere. Repita a última frase para tentar lembrar a seqüência. Se este recurso falhar, diga aos ouvintes que mais a frente voltará ao assunto. Se ainda assim não se lembrar, provavelmente ninguém irá cobrar por isso.

 

10) Todas essas recomendações ajudam no momento de falar, mas nada substitui uma consistente preparação. Use sempre todo o tempo de que dispõe.


Fonte:

Este texto foi extraído do site Carreira- Reinaldo Polito (www.polito.com.br)

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Matéria Folha Online: “Médico alerta para correção da gagueira”

3rd junho 2008

Médico alerta para correção da gagueira - 23/09/2001

(Fonte: Folha Online) 

CLÁUDIA COLLUCCI

da Folha de S.Paulo
Pais devem ficar atentos para a repetição de sons, sílabas ou palavras inteiras durante os primeiros anos dos seus filhos. Geralmente o problema desaparece até os cinco anos, mas, se persistir, pode ser o primeiro sinal da gagueira.
Nesse caso, a sensibilidade dos pais é fundamental. Chamar a atenção da criança, interrompê-la, corrigi-la e obrigá-la a falar corretamente só piora a situação. O melhor é procurar ajuda médica e fonoaudiológica.
Especialistas dizem que a gagueira pode ter origem na pressa de ouvir e de falar. Isso causaria um descompasso entre o pensamento e a fala.
Mas há divergências quanto às causas e formas de tratamento do distúrbio.

Existem correntes para justificar o problema a partir de fatores hereditários, psicológicos, orgânicos ou sociais.
A fonoaudióloga clínica Silvia Friedman, 50, professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que há condições subjetivas e socioculturais que podem possibilitar que uma pessoa desenvolva “gagueira natural” ou “gagueira sofrimento”.
A gagueira natural seria aquela que não causa incômodo à pessoa. Ela até pode hesitar na hora da fala, repetir palavras ou sons, mas não se constrange. A gagueira sofrimento é justamente o contrário. Ao falar, a pessoa fica tensa, com medo de errar e o ato transforma-se em um verdadeiro tormento.
Gaguejar ou não, segundo Silvia, é uma questão relativa à situação de comunicação e não orgânica, e acontece em um momento de concorrência das palavras. “Todos nós temos gagueira. É uma reação normal”, afirma.
Para ela, o grande problema é a sociedade preconceituosa, que hostiliza quem não tem uma fluência perfeita. Silvia foi uma das organizadoras de um livro sobre o tema lançado esta semana em São Paulo.
No caso das crianças, segundo a fonoaudióloga, os pais são peças-chaves no tratamento. O principal desafio é fazê-los reinterpretar seus filhos e entender que não há fluência absoluta.
A arquiteta Maria Isabel Braga, 37, conhece essa lição ao pé da letra. Há oito anos, ela escutou um diálogo entre o filho Lucas, na época com cinco anos, e uma coleguinha, no qual ele falava abertamente que era gago.
“Fiquei em pânico. Até então não tinha percebido nada”, diz. Ela afirma que foi chamada na escola do menino, e uma das coordenadoras disse que ela deveria procurar a ajuda de uma fonoaudióloga clínica.
Maria Isabel levou o filho à especialista, mas não gostou do tratamento. “Havia um ranço psicoterapêutico que não tinha nada com o meu filho.”
Identificou-se imediatamente com a linha de uma segunda profissional, que partia do pressuposto de que a fala é uma habilidade como outra qualquer e que “hesitar” em alguns momentos é normal. Com o passar dos anos, Lucas melhorou sua fluência e hoje as repetições ou hesitações na fala são quase imperceptíveis.
Diagnóstico
Para a fonoaudióloga Ana Maria Maaz Alvarez, há possíveis causas neurológicas e psiquiátricas envolvidas no processo da gagueira, que precisam ser avaliadas por meio de um diagnóstico sofisticado, que inclui exames de processamento auditivo e eletrofisiológicos, avaliação clínica e outros testes.
Os exames eletrofisiológicos mostram a velocidade com a qual o estímulo auditivo percorre o sistema nervoso.
A partir do resultados, segundo Ana Maria, é escolhido o tratamento ou treinamento a que o paciente será submetido.
Às vezes, por exemplo, ele precisa perceber mais pausa e musicalidade, funções que estão no hemisfério direito. São escolhidos, então, exercícios que vão estimular a parte do cérebro carente da função.
Ana Maria afirma que certos tipos de gagueira estão relacionados a doenças como déficit de atenção e da síndrome de Tourette, que provoca tiques, movimentos involuntários, entre outros.
Nessas situações, além da fonoaudióloga, outros dois profissionais (neurologista e psiquiatra) participam da avaliação do paciente. Geralmente, é indicado o uso de medicamentos que vão reequilibrar a rede de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação no cérebro).

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Matéria Folha Online: “Conheça grupos de ajuda para gagos”

3rd junho 2008

Conheça grupos de ajuda para gagos  - 23/09/2001

(Fonte: Folha Online) 

da Folha de S.Paulo
Há vários grupos de auto-ajuda para gagos em pelo menos 28 países do mundo. Eles se agrupam na International Stuttering Associacion (ISA).
Uma listagem pode ser obtida na internet no endereço: http://www.stutterisa.org/.
Outro caminho de discutir o problema é por meio dos fóruns eletrônicos de discussões, grupos gratuitos nos quais se inscrevem pessoas interessadas em um determinado tema. Seguem os endereços de alguns:

stu-hlp@ecnet.net – lista de apoio para pessoas que gaguejam e seus familiares.
Para se inscrever é necessário apenas enviar um e-mail para listproc2@ecnet.net e indicar: assina Stut-hlp, nome e sobrenome. O organizador é Robert Quesal, r-quesal@bgu.edu.
wordfree@vm.temple.edu – lista de discussão em inglês dirigida a adolescentes gagos menores de 20 anos. Para se inscrever, envie e-mail a siltserv@vm.temple.edu e indique: assine wordfree, nome e sobrenome.
Caps-news@webcon.net – lista de discussão patrocinada pela Associação Canadense de Pessoas Gagas. Para se inscrever, envie e-mail a caps-news-reques@ webcon.net e, no assunto, indique quem assina.
ttml-l@majordomo.ucv. edu.ve – é a primeira lista sobre gagueira em espanhol. É aberta a gagos e interessados. Envie um e-mail a majordomo@ majordomo.ucv.edu.ve e indique: assina ttm-l, seguido de nome e sobrenome. O organizador é Pedro R. Rodrigues C.

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Matéria Folha Online: “Homens são mais predispostos à gagueira, dizem pesquisadores”

3rd junho 2008

Homens são mais predispostos à gagueira, dizem pesquisadores – 23/09/2001

(Fonte: Folha Online) 

da Folha de S.Paulo
Pesquisadores são unânimes em reconhecer que há mais homens gagos do que mulheres. Essa predisposição para o sexo masculino, no entanto, não tem explicação científica.
A fonoaudióloga Ana Maria Martinez, por exemplo, acredita que o desenvolvimento da linguagem seja melhor nas meninas, pois elas começam a falar mais cedo. As mulheres, de acordo com ela, teriam as funções cerebrais mais bem distribuídas.
Na opinião da pesquisadora francesa Claire Dinville, o que deve ser notada é a correlação que existe entre a gagueira e todos os distúrbios da elaboração da linguagem (atraso da fala, dislexia, disortografia). Uma explicação para essa predominância seria o atraso no desenvolvimento da linguagem dos meninos.
Herança
Alguns pesquisadores dizem que a gagueira é herdada. Para Ana Maria, se a criança apresentar distúrbios da fala e tiver antecedentes na família, os pais devem procurar ajuda de uma fonoaudióloga o quanto antes.
Há pesquisas que mostram que de 30% a 40% dos gagos vêm de famílias com outros casos. Mas essa influência ainda não está provada devido à carência das árvores genealógicas dos gagos.
Na visão de diversos autores sobre gagueira, o percentual de canhotos entre os gagos é muito mais elevado do que nos outros transtornos da fala. Alguns defendem que os canhotos só gaguejam quando são contrariados.

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Matéria Folha Online: “Distúrbio da fala já era identificado em filósofos gregos”

3rd junho 2008

Distúrbio da fala já era identificado em filósofos gregos – 23/09/2001

(Fonte: Folha ONline)

da Folha de S.Paulo
Relatos históricos sugerem que a gagueira é um distúrbio que acomete os humanos desde os primórdios. Traduções do Êxodo 6, 12, dizem que Moisés (século 12 a.C.) era gago: “lento de fala”, “incursivo de lábios”.
O mesmo acontece com os filósofos gregos Hipócrates (460-332 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.).
Naquela época, pensava-se que a gagueira era causada por uma língua muito grossa. No século 19, começaram os estudos mais consistentes sobre a doença, embora até hoje não haja unanimidade sobre as causas.
Adolfo Kusmaul foi a primeira pessoa a dar definição científica para a gagueira, em 1877: neurose de coordenação espástica.]
Em 1931, pesquisadores apontaram a relação entre gagueira e deficiência de audição. Seis anos depois, descobriu-se que ela também tinha relação com alterações da função linguística.
A partir da década de 50, foi introduzido o tratamento psicoterápico, e, em 1960, foram acrescentadas as idéias comportamentalistas.

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Matéria Folha Online: “Primeiro aparelho para auxiliar portadores de gagueira chega ao Brasil “

3rd junho 2008

Primeiro aparelho para auxiliar portadores de gagueira chega ao Brasil – 10/04/2008 (Fonte:Folha Online)

IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Em entrevista por telefone, o bibliotecário Roberto Tadeu, 38, conta sua história, sem pressa. A descoberta, aos cinco anos, de que falava de forma diferente da maioria das pessoas, as dificuldades da adolescência e de obter o primeiro emprego, as sessões de fonoaudiologia, os grupos de discussão na internet, a fundação de um grupo de apoio e de troca de informações sobre a gagueira. A conversa foi longa.

O que a reportagem da Folha não sabia é que, na entrevista, Roberto estava fazendo uma das coisas mais difíceis para quem tem gagueira: falar ao telefone. E isso é só uma das coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre o distúrbio.

Para enfrentar situações como essa, é comum o portador de gagueira procurar estratégias. “Muitas vezes, ele prefere se deslocar para falar pessoalmente e evitar o telefone. De modo similar, pode ir comprar o pão no supermercado só para não ter de falar com o funcionário da padaria”, conta a fonoaudióloga Ignes Maia Ribeiro, presidente do IBF (Instituto Brasileiro de Fluência).

Uma nova estratégia, desta vez tecnológica, acaba de ser lançada no Brasil. Um pequeno aparelho colocado dentro da orelha simula o “efeito coro”, fazendo a pessoa que gagueja ouvir suas próprias palavras com um certo atraso e ter a sensação de que está falando junto com outros. Em situações como recitar em coro ou cantar, é comum a gagueira desaparecer.

O aparelho que está chegando ao mercado, o SpeechEasy, da Microsom, passou por cerca de um ano e meio de testes clínicos no Brasil, coordenados por Ribeiro, do IBF. “As respostas das pessoas que fizeram os testes foram diferentes. Houve quem colocou o aparelho e teve melhora imediata e quem praticamente não sentiu efeito. Uma das pessoas simplesmente odiou o aparelho, não gostou da sensação de ouvir a sua própria voz alterada”, diz Ribeiro.

No entanto, ela considera que o resultado geral dos testes foi promissor. “A maioria melhorou a fluência e chegamos à melhora de até 80%. Isso faz muita diferença, minimiza os bloqueios e pode ajudar em situações cruciais. Imagine uma entrevista de emprego, por exemplo.”

Realmente, em situações de pressão a gagueira tende a piorar. Por isso, muita gente acha que é um problema psicológico, mas, hoje, os especialistas atribuem a gagueira a causas genéticas e neurológicas.

A fonoaudióloga Fernanda Papaterra Limongi, especializada em afasia e gagueira pela University of North Dakota (EUA), diz que não existe uma única causa que justifique todos os casos de gagueira e que são necessários três fatores para ela se desenvolver: o predisponente -que é a predisposição congênita, que pode ou não se manifestar–, o precipitante –que é o evento que desencadeia a gagueira– e o perpetuante, que faz com que ela se instale. “A pessoa percebe que falar é difícil e começa a lutar com a fala. Mas, quanto mais força a fluência, mais gagueja. Assim, perpetua o problema”, diz.

Limongi acredita que a gagueira tem cura. Em sua experiência de mais de 30 anos na área, ela utiliza um tratamento fonoaudiológico baseado em passos, em que a pessoa vai desenvolvendo a fluência e, segundo ela, pode mantê-la por toda a vida. Ela tem conhecimento do novo aparelho -que já está disponível há algum tempo nos EUA–, mas diz nunca ter experimentado. “Atualmente, é bem caro, nem todos têm acesso, e não sabemos como vai funcionar com o tempo. Mais tarde, posso experimentar, mas acho que há outras opções para abordar a questão.”

O SpeechEasy não é exatamente um tratamento, mas sim um auxiliar, e não substitui a fonoaudiologia -a indicação é que seja usado conjuntamente. E o preço é realmente salgado: R$ 9.900, segundo o fabricante.

“Nada em gagueira é consenso, mas o que sabemos hoje é o suficiente para obter fluência”, diz Isis Meira, professora de fonoaudiologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e especialista em gagueira pela Northwestern University e pela Speech Foundation of America (EUA). Ela diz que o aparelho não se encaixa em sua linha de trabalho. “Cada um forma sua gagueira, e cada uma é diferente. Por isso, é importante que o tratamento contemple as necessidades individuais”, afirma.

A abordagem de Meira foca tanto a gagueira quanto a pessoa. “Ela constrói no corpo a gagueira, e o tratamento a ajuda a desconstruir isso, além de trabalhar os sentimentos, as atitudes em relação ao problema, que são muito variadas.”

Quanto à cura, Meira pondera que é preciso definir o que entendemos pela palavra. “Curar é conseguir fala fluente? É possível. Mas deixar de ter essa característica, que eu acredito ser genética, acho que não acontece. A pessoa permanece com a tendência, mas consegue a fala fluente.”

Veja mais informações sobre gagueira nos sites: www.gagueira.org.br www.abraguagueira.org.br


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Matéria Folha Online: “Gagueira deve ser tratada durante infância, dizem especialistas”.

3rd junho 2008

Gagueira deve ser tratada durante infância, dizem especialistas (Fonte: FolhaOnline)

FÁBIO GRELLET
do Agora

Pessoas gagas costumam ser motivo de piada, mas o problema é sério. E virar tema de gozação é uma das conseqüências mais graves da gagueira: para evitar isso, a vítima acaba se afastando do convívio social.

“É preciso respeitar o gago. As pessoas devem prestar atenção no que ele diz e nunca pressioná-lo nem completar as frases”, afirma Fernanda Sassi, doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Ela diz que muitas vezes o interlocutor completa a frase do gago dizendo coisas distintas daquelas que ele queria afirmar, mas o gago acaba concordando por estar envergonhado.

Para evitar situações como essa, a vítima de gagueira deve buscar tratamento com fonoaudiólogo. O período de duração varia conforme a intensidade do problema, mas costuma ser de três meses a um ano. “Após a primeira fase, de três meses, o paciente é reavaliado e, se for necessário, pode retomar o tratamento, depois de um intervalo”, afirma Fernanda.

Existem três tipos de gagueira. A de desenvolvimento é a mais comum, surge na infância e é causada por um conjunto de fatores. A psicogênica e a neurogênica são mais raras e acometem pessoas de qualquer idade.

Os homens são as principais vítimas –a cada mulher gaga existem três homens vítimas do problema–, mas ainda não se sabe a razão disso. “Todos os distúrbios de comunicação são mais freqüentes em homens”, diz Fernanda.

O problema geralmente se manifesta antes dos sete anos. O bebê começa a falar com aproximadamente um ano e muitas vezes já é possível notar o problema. O tratamento deve ser imediato, porque a criança tem mais facilidade do que o adulto para superar a gagueira

Mas é comum a criança enfrentar períodos de disfluência, durante os quais ela repete palavras não por ser gaga, mas por estar em fase de estruturação da linguagem. Essas repetições são esporádicas e devem desaparecer com o passar do tempo. Quando a criança é gaga, as repetições são freqüentes e tendem a se agravar, enquanto não houver tratamento. “Mesmo se for um simples período de disfluência, é recomendável levar a criança ao fonoaudiólogo, que poderá avaliar a situação e prestar orientações”, alerta Fernanda.


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Disartria

10th março 2008

A Disartria é uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Respiração: O controle deficiente da expiração e inspiração intereferirá na entonação, prejudicando a inteligibilidade da fala

Prosódia: Muitos disartricos tem uma entonação e prosódia distorcidas.

Fonação: A paralisia das pregas vocais resultará em um som fraco e abafado e fará com que o paciente se canse facilmente. O volume da voz airá após um certo perídodo da fala ou no final da oração.

Ressonância: Se há insuficiência palatal, a qualidade da voz terá baixa ressonância (hiponasalidade) ou muita ressonância (hipernasalidade).

Articulação: A redução da atividade neuromuscular da língua, lábios, palato mole e mandíbula produz alteração de fala.

A disartria pode ser causada por um processo traumatico craniocervical; tumores benignos ou malignos do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico;  lesão vascular encefálica/ doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervosos ou do muscular.

O local da lesão pode ser o Sistema Nervosos Central e/ ou periférico.

Tipos de Disartrias

Disartria Flácida: Flacidez ou paralisia com diminuição dos reflexos de alongamento muscular;Alteração do movimento voluntário, automático e reflexo;Atrofia das fibras musculares (perda da massa muscular).

 Disartria Espástica: Presença da espasticidade associadas com outras características incluindo disfagia, labilidade emocional e fraqueza bulbar.

Disartria Atáxica: Os musculos afetados estão hipotônicos. Os movimentos são lentos. Com frequência se observa nistagmo e os movimentos oculares podem ser irregulares. Aspereza da voz e uma monotonia no tom com poucas variações de intensidade.

Disartria Hipocinética: Associada á doença de Parkinson, com característica principal a debilidade da voz, prosódia, inteligibilidade da fala e articulação com falhas.

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Dislexia. Dificuldades de Aprendizagem. Distúrbios de Leitura e Escrita

27th outubro 2007

“Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. [ A criança com Dislexia ] haverá sempre: dificuldades com a linguagem escrita; dificuldades em escrever; dificuldades com a ortografia; lentidão na aprendizagem da leitura.” (Fonte: ABD – Associação Brasileira de Dislexia)

Atualmente a mídia em geral tem fortemente difundido a questão da Dislexia, a partir da descrição de seus sintomas. Porém, muitos estudiosos colocam em xeque a utilização do diagnóstico de dislexia nos casos de pessoas com dificuldades de leitura e escrita.

Muitas crianças apresentam dificuldades com a leitura/escrita e o fonoaudiólogo é o especialista indicado para atendê-las, uma vez que é ele o profissional capacitado para atender demandas relacionadas às Patologias de Linguagem (oral e escrita). Cabe ao fonoaudiólogo, durante a avaliação, observar quais são as marcas/erros apresentados por essas crianças, uma vez que essas marcas/dificuldades são singulares e portanto, incabíveis de serem classificadas e descritas como um termo generalizado como a Dislexia.

Para maiores esclarecimentos sobre dificuldades de leitura e escrita, procure um fonoaudiólogo.

Indicação para leitura:

Livro – “A Dislexia em questão”, Giselle Massi, 2007.

“A obra problematiza o reconhecimento da dislexia como distúrbio ou dificuldade de aprendizagem da escrita” (Fonte: Livraria Siciliano)

Tese – “Sobre o efeito Sintomático e as Produções Escritas de Crianças”, Luciana Leite, 2000.

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Afasia

28th agosto 2007

A Afasia é uma patologia de linguagem adquirida em consequência de uma lesão cerebral nas áreas da fala e linguagem, em especial o AVE / AVC (popularmente conhecido como derrame cerebral). O quadro é caracterizado por diminuição ou perda das habilidades de produção da linguagem oral e escrita.

O fonoaudiólogo é o profissional responsável pelo atendimento à pacientes afásicos. O seu trabalho tem por objetivo aprimorar as capacidades comunicativas e promover melhoria na qualidade de vida desses pacientes

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Derrame Cerebral – AVC / AVE

28th agosto 2007

O que é AVE?

Antigamente denominado Acidente Vascular Cerebral (AVC) e derrame cerebral, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.

Quais são os tipos de AVE?

Existem dois tipos de AVE:

-Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.

-Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as seqüelas costumam ser graves permanentes.Os principais fatores de risco para o AVE são: Diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.

Tratamento

Com relação ao tratamento, uma vez instalado o AVE é fundamental iniciar o mais precocemente possível as terapias reabilitadoras: Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. O trabalho de reabilitação deve ser iniciado dentro do hospital com continuidade após a alta hospitalar.

Indicação de Leitura

“Sem Asas ao Amanhecer “. Autor: Scotti, Luciana. Ed.: O Nome da Rosa.

“Em seu primeiro livro, que recebeu exatamente esse título, Luciana contou como se sentiu quando teve um AVC (acidente vascular cerebral), popularmente conhecido como derrame ou trombose cerebral.” (Fonte: Folha Online)

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