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Archive for the 'Linguagem' Category

O que são os Atrasos de Aquisição de Linguagem?

29th julho 2007

A maioria das crianças começam a produzir as primeiras palavras por volta dos 10 meses. Porém algumas crianças apresentam um Atraso na Aquisição da Linguagem, ou seja, crianças que não falam ou emitem poucas palavras e não possuem intenção comunicativa.

Alterações neurológicas, trantornos de desenvolvimento (autismo, psicoses,etc), perdas auditivas e deficiências mentais provocadas ou não por quadros sindrômicos, são alguns fatores que podem causar Atraso de Linguagem. Mas isso não é uma regra, uma vez que algumas crianças podem apresentar um Atraso de Linguagem sem estar associado a qualquer outro problema.

Oriento os pais procurarem um fonoaudiólogo sempre que sentir necessidade, para  que possam compreender melhor o processo de Aquisição de Linguagem e resolver dúvidas sobre a existência ou não de algum outro problema mais específico.

O que os pais podem fazer para desenvolver a linguagem dos seus filhos?

  • Converse, leia livros infantis, cante, relembre e reconte a mesma história mesmo antes de eles entenderem o significado de qualquer palavra.
  • Estimule conversando COM eles e não SOBRE eles. Chame a criança para a linguagem falando diretamente com ela. Exemplo: “Do que você está brincando?”.
  • Não dê automaticamente as coisas para eles, aguarde que eles tomem a iniciativa de solicitar verbalmente o objeto.
  • Forneça oportunidades que favoreçam a comunicação e saiba aguardar uma resposta.
  • É importante que a criança conviva com outras crianças para que ela se faça entender pelos outros.

 

 

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Quando levar seu filho ao fonoaudiólogo.

16th maio 2007

Algumas crianças possuem particularidades no desenvolvimento e uso da linguagem oral ou escrita, levando os pais a perceberem que elas apresentam características que as diferenciam das demais crianças.

Quando surgem essas dúvidas com relação ao desenvolvimento da linguagem oral ou escrita do seu filho, é interessante procurar um profissional preparado para orientá-lo. Somente sob as orientações de um profissional, você poderá adotar uma conduta que propicie soluções para as dificuldades que se apresentam.

O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para ajudá-lo a discernir o que faz parte de um desenvolvimento saudável daquilo que necessita de uma intervenção profissional.

Procure um fonoaudiólogo sempre que suspeitar de algum problema, afinal uma dúvida solucionada agora pode evitar a efetivação de problemas futuros.

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Fonoaudiologia e Síndrome de Down

5th fevereiro 2007

O que é?

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante de uma anomalia da estrutura do cromossomo 21. Ela tem como conseqüência um atraso das funções mentais e motoras do corpo (redução do tônus muscular).

Alterações Fonoaudiológicas

As crianças com Síndrome de Down, frequentemente apresentam atraso de fala e de linguagem. Como a aquisição de desenvolvimento da linguagem é um processo complexo, essas crianças geralmente adquirem a linguagem mais tarde, por volta dos quatro anos. Também apresentam alterações de fala (trocas, omissões e substituições dos fonemas) e, por conta disso, maior dificuldade de expressão do que de compreensão. Porém esses aspectos são variáveis no desenvolvimento de cada criança.

Por ser uma anomalia cromossômica, na Síndrome de Down ocorre redução do tônus dos lábios, das bochechas e da língua, esta permanece protuída e, consequentemente, ocorre falta de controle motor dos órgãos responsáveis pela articulação. O palato (“céu da boca”), na maioria das vezes, é alto e os lábios encontram-se entreabertos, o que pode ocasionar a respiração oral.

Tratamento Fonoaudiológico

As crianças com Síndrome de Down devem se beneficiar da terapia fonoaudiológica.

O fonoaudiólogo trabalhará com o desenvolvimento do sistema estomatognático e da fala, adequando os órgãos da fala e as funções afetadas (mastigação, deglutição e respiração). Também terá por objetivo desenvolver a linguagem, orientando pais e professores sobre esse processo, já que o seu desenvolvimento se dá a partir da interação da criança com o meio em que ela vive. Por fim, irá orientar a família quanto às possibilidades de desenvolvimento de seus filhos.

Para conhecer um pouco mais sobre Síndrome de Down:

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A importância da amamentação

15th dezembro 2006

A amamentação natural (ao seio) é a maneira mais adequada para oferecer os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento do recém-nascido. Além disso, quando a criança é amamentada ao seio, as estruturas faciais têm um melhor desenvolvimento e a incidência de cáries é menor. Além dos nutrientes, o leite contém fatores antibacterianos, antivírus, antiinfecciosos, antiparasitários e propriedades imunológicas.

Ao sugar o seio, o bebê estabelece o padrão adequado de respiração nasal e estimula adequadamente os músculos envolvidos na deglutição e, posteriormente, na mastigação. Esta estimulação precoce dará à criança subsídios de melhor adequação dos órgãos utilizados na fala.

Quando o aleitamento materno é inadequado ou inexistente, o bebê pode apresentar alterações de sucção, mastigação, e deglutição; problemas de fala; distúrbios respiratórios, problemas ortodônticos, anteriorização do reflexo de náusea e posicionamento inadequado da língua.

Quanto mais prolongado o aleitamento no seio materno, menor a incidência de alterações no sistema estomatognático; até os 6 meses de vida o bebê não necessita de nenhuma outra fonte de alimentação.

A partir de todas essas considerações, realizei em parceria com outras fonoaudiólogas, um artigo científico descrevendo a relação entre o tempo de aleitamento materno e o desenvolvimento dos aspectos relacionados à fala e linguagem de crianças na faixa etária de 4 a 6 anos.

( Para ler o artigo referente a este trabalho, faça o dowload aqui)

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Distúrbios de linguagem

28th outubro 2006

A grande maioria das crianças começam a produzir as primeiras palavras por volta dos 10 meses. Porém, algumas crianças, apesar de já teram ultrapassado essa idade, ainda não adquiriram a linguagem oral ou estão apresentando um desenvolvimento muito lento. Algumas crianças podem apresentar vocábulo restrito, uso reduzido de artigos, preposições, expressões incorretas de tempos verbais evidenciam uma habilidade reduzida do uso da língua, caracterizando um atraso leve de linguagem. Quanto maior a intensidade das características citadas, maior é a complexidade e o agravamento do grau do atraso na linguagem.

Conheça as fases do desenvolvimento de linguagem. (clique aqui)

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Distúrbios de fala

28th outubro 2006

Correspondem a dificuldades relativas à aprendizagem dos sons ou fonemas da língua. A criança apresenta em sua fala, omissões, trocas de posição de fonemas, assimilações de outros fonemas e acréscimos de fonemas que não existiam na palavra inicial. Exemplo: coca cola – /tota tola/ , Barata – /balata/, Preto – /peto/.

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Gagueira

16th outubro 2006

A gagueira é considerada como distúrbio ou transtorno de fluência que geralmente surge na infância, no período entre os dois e os cinco anos de idade [1].Assim como existem muitas teorias sobre sua natureza, assim se multiplicam as suas definições. Em termos de sua manifestação, ela pode ser descrita como um transtorno do ritmo, ou da fluência, ou ainda, do padrão temporal da fala. Nela se observa que o fluxo natural do som da fala acha-se prejudicado [2]. Os sintomas principais incluem:

  • Prolongamento de sons (audíveis ou silenciosos). Repetição de sons, sílabas ou partes de palavras.
  • Bloqueios de sons (pausas tensas). Substituições de palavras e reformulações de frases.
  • Uso excessivo de marcadores discursivos (“tipo”, “é”, “então”, etc.). Modificações do tom de voz.
  • Modificações da respiração (fazer inspirações profundas antes de falar ou falar até acabar o ar).

A esses sintomas, podem se associar outros sintomas, não relacionados propriamente à fala: os sintomas secundários – também denominados de comportamentos associados. Entre eles encontram-se: aumento de tensão física (como por exemplo: tremores de lábios ou de mandíbulas); presença de emoções negativas associadas à fala (medo vergonha ou frustração); hábitos persistentes e incontroláveis associados ao ato de falar (“tiques”); contorções faciais; movimentos de braços, de cabeça, ou de mandíbula, entre outros [2].

Epidemiologia da gagueira

A porcentagem da população que gaguejou em algum momento de sua vida é de 4%. No entanto, após a puberdade tal número sobe para 5%. A partir daí, tende a declinar em função do curso da gagueira. Após a puberdade encontra-se ao redor de 0,8% podendo chegar a 0,5%. Sua prevalência é menor do que sua incidência porque a remissão espontânea do quadro costuma ocorrer antes da adolescência.

Há três vezes mais homens do que mulheres, entre a população que gagueja. Um terço ou metade dos indivíduos que gaguejam referem que possuem um membro de sua família que gagueja ou que já gaguejou.

Gagueira de desenvolvimento

A gagueira do desenvolvimento surge antes da puberdade, geralmente entre dois e cinco anos de idade, sem causa aparente, no período de aquisição da linguagem.

Quando está adquirindo a linguagem, a criança encontra algumas dificuldades em lidar com a língua (selecionar palavras para se expressar, necessidade de relatar algo em um pequeno espaço de tempo, etc.) apresentando conseqüentes repetições, prolongamentos ou hesitações [3]. Este período pode ser chamado de “disfluência normal”, já que é uma época em que a criança está adquirindo a língua, construindo seus saberes lingüísticos. A disfluência, portanto, ocorre nos momentos de construção, de elaboração e de instabilidade lingüística [5].

Como ainda não existe nenhum modo de se prever quais das crianças que se encontram nesta fase persistirão gaguejando, é de fundamental importância o trabalho de prevenção, logo após o surgimento dos primeiros sintomas [2]. “A gagueira não está na boca da criança, mas no ouvido dos pais. É a eles que se deve dirigir a atenção, orientando e ouvindo suas dificuldades” [6].

- Orientações aos pais: Com relação à dinâmica familiar, alguns estudiosos referem que ao chamarem a atenção da criança para a sua fala, os pais estariam provocando a causa imediata da gagueira, fazendo com que hesitações comuns presentes na fase de aquisição de linguagem, se transformassem em gagueira.

“Na gagueira, ao contrário da satisfação, há o anti prazer, a constatação, logo na infância, de inabilidade para a linguagem, do silêncio imposto pelo interlocutor (pais), o que leva a criança a perceber-se como um sujeito que apresenta dificuldades na elaboração do discurso” [7]. Sete conselhos para ajudar a criança que gagueja [2]:

Fale com a criança sem pressa, com pausas freqüentes. Quando seu filho terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. A fala lenta e relaxada é muito mais eficaz do que criticar ou dizer: “fale devagar”, “repita mais devagar”. Reduza o número de perguntas ao seu filho. As crianças falam mais livremente ao expressar suas próprias idéias ao invés de responder às perguntas dos adultos. Ao invés de fazer perguntas, faça comentários sobre o que seu filho disse, mostrando-lhe que você está prestando atenção.

Utilize expressões faciais e linguagem corporal para demonstrar ao seu filho que você está mais atento ao conteúdo da mensagem do que com sua forma de falar. Reserve alguns minutos, todos os dias, para dar atenção somente ao seu filho. Deixe que ele escolha o que gostaria de fazer. Permita que ele dirija as atividades, decidindo se quer falar ou não. Quando você falar, utilize uma fala lenta, tranqüila, relaxada e com pausas freqüentes. Este momento calmo pode aumentar a autoconfiança da criança pequena, porque ela vai saber que o pai ou a mãe aprecia a sua companhia. Conforme a criança se torna mais velha, pode ser um momento em que se sente confortável para falar de seus sentimentos e experiências com o pai ou a mãe.

Auxilie todos os membros da família a aprender a escutar e esperar sua vez de falar. Para as crianças, principalmente as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte. Observe como você se relaciona com seu filho. Sempre que possível, demonstre que você está prestando atenção ao que ele está falando e ele pode utilizar o tempo que precisar para falar. Procure evitar a crítica, o falar rápido, as interrupções e as perguntas freqüentes.

Acima de tudo, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O mais importante será o seu apoio ao seu filho, quer ele gagueje ou não.

Gagueira adquirida

Também chamada de gagueira neurogênica, ocorre após um dano cerebral bem definido, ocasionado por um derrame, uma hemorragia intracerebral ou um traumatismo craniano. É um fenômeno raro que tem sido observado após lesões em uma grande variedade de áreas cerebrais [4].

Etiologias da gagueira

Até hoje ainda não se estabeleceu a etiologia da gagueira. Atualmente a gagueira é considerada um distúrbio causado por diversos fatores (psicológicos, neurológicos, genéticos). Do ponto de vista orgânico, alguns estudiosos acreditam que a gagueira ocorre devido a anormalidades no funcionamento cerebral e que essas anormalidades podem ser hereditárias.

Do ponto de vista socioemocional e psicanalítico, a gagueira ocorreria a partir das relações de comunicação vividas, em que o padrão de fala de um sujeito é vista como impróprio o que leva o interlocutor a não interpretar esse sujeito que “fala errado”. Assim sendo, o sujeito gago será calado e frustrado, sempre que há a possibilidade de falar. Conseqüentemente o sujeito que gagueja, para deixar essa marca de “mal falante”, ficará muito atento à sua fala, o que não é possível, já que a nossa fala é espontânea, ou seja, não nos preocupamos como iremos falar algo, mas sim, com o que iremos falar (a mensagem que pretendemos passar).

Tratamento Fonoaudiológico

Na sociedade existe a ideologia do bem falar, ou seja, acredita-se que a fluência normal é absoluta e que não contêm trechos disfluentes (gaguejados). Isso favorece as reações de não aceitação desses trechos, que passam a ser interpretados como problemáticos. Conseqüentemente, irá aumentar as reações de não aceitação bem como a tentativa de controlar a fala (que deve ser espontânea e não controlada), aprisionando o discurso do falante. Já quando a situação de comunicação não lhes trouxer nenhuma preocupação com a imagem de si, não há antecipação da gagueira e conseqüentemente a fluência irá ocorrer com maior freqüência. “O tratamento direciona-se para a ressignificação da experiência de fala e modificação dessa imagem de falante. Esse processo desenvolve-se por meio de duas vertentes que se articulam: uma pautada no diálogo paciente / terapeuta e a outra na sensibilização do corpo do paciente” [8].

Curiosidades

Famosos que gaguejam

Então disse Moisés ao Senhor: “Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora nem depois que falaste ao teu servo; pois sou pesado de boca e de língua.” Ex, 4:10. Moisés gaguejava??? Muitos dizem que não só Moisés, mas também outros grandes nomes da história apresentavam gagueira:
Aristóteles, Robert Boyle, Lewis Carrol, Rei Carlos I, Charles Darwin, Demóstenes, Scatman John, Rei Luís II, Marylin Monroe, Imperador Napoleão 1º, Isaac Newton, Theodore Roosevelt, Virgílio.

Referências

  • [1] Instituto Brasileiro de Fluência.
  • [2] RIBEIRO, M. I., “Gagueira”, São Paulo, 2003.
  • [3] AZEVEDO, G. P. N., “Gagueira: a estrutura da língua desestruturando o discurso”, 2003.
  • [4] Associação Brasileira de Gagueira
  • [5] KELLY, R. E. O. G.,“Fluir ou disfluir: eis a questão! Uma discussão sobre a gagueira e a psicanálise”, São Paulo, 2002.
  • [6] JOHNSON, W., “An open letter to the motter of a stuttering child”, New York, 1941.
  • [7] CUNHA, M. C., “Fonoaudiologia e Psicanálise: uma reflexão sobre gagueira e o inconsciente”, São Paulo, 1996.
  • [8] Gagueira – Novos Paradigmas

Links externos

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Dia Internacional de Atenção à Gagueira

16th outubro 2006

O dia 22 de outubro é o “Dia Internacional de Atenção à Gagueira”. Neste ano de 2006, o tema é “Causas da Gagueira”.

(…) Na semana de 15 a 22 de outubro, estão programados diversos eventos em todo o Brasil para comemorar o “Dia Internacional de Atenção à Gagueira”. Informe-se sobre os eventos na sua cidade! Maiores informações:

CEFAC – Saúde e Educação: www.cefac.br
ABRA GAGUEIRA – Associação Brasileira de Gagueira:
www.abragagueira.org.br
HSPE – Hospital do Servidor Público Estadual:
www.iamspe.sp.gov.br
IBF – Instituto Brasileiro de Fluência: www.gagueira.org.br

Fonte: ABRA GAGUEIRA

(Saiba mais sobre GAGUEIRA)

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Fonoclínica – Fga. Vivian Solano Ferreira

10th outubro 2006

Este site é destinado ao público em geral e tem por objetivo divulgar a Fonoaudiologia, bem como mostrar quais são as minhas áreas de atuação e consequentemente quais serviços posso oferecer para quem procura atendimento fonoaudiológico.

Fga. Vivian Solano Ferreira

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