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Fonoaudiologia e Síndrome de Down

5th fevereiro 2007

O que é?

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante de uma anomalia da estrutura do cromossomo 21. Ela tem como conseqüência um atraso das funções mentais e motoras do corpo (redução do tônus muscular).

Alterações Fonoaudiológicas

As crianças com Síndrome de Down, frequentemente apresentam atraso de fala e de linguagem. Como a aquisição de desenvolvimento da linguagem é um processo complexo, essas crianças geralmente adquirem a linguagem mais tarde, por volta dos quatro anos. Também apresentam alterações de fala (trocas, omissões e substituições dos fonemas) e, por conta disso, maior dificuldade de expressão do que de compreensão. Porém esses aspectos são variáveis no desenvolvimento de cada criança.

Por ser uma anomalia cromossômica, na Síndrome de Down ocorre redução do tônus dos lábios, das bochechas e da língua, esta permanece protuída e, consequentemente, ocorre falta de controle motor dos órgãos responsáveis pela articulação. O palato (“céu da boca”), na maioria das vezes, é alto e os lábios encontram-se entreabertos, o que pode ocasionar a respiração oral.

Tratamento Fonoaudiológico

As crianças com Síndrome de Down devem se beneficiar da terapia fonoaudiológica.

O fonoaudiólogo trabalhará com o desenvolvimento do sistema estomatognático e da fala, adequando os órgãos da fala e as funções afetadas (mastigação, deglutição e respiração). Também terá por objetivo desenvolver a linguagem, orientando pais e professores sobre esse processo, já que o seu desenvolvimento se dá a partir da interação da criança com o meio em que ela vive. Por fim, irá orientar a família quanto às possibilidades de desenvolvimento de seus filhos.

Para conhecer um pouco mais sobre Síndrome de Down:

15 Responses to “Fonoaudiologia e Síndrome de Down”

  1. elizabeth soares Says:

    oi meu nome é Elizabeth e faço o curso de Fonoaudiologia e gostaria de saber mais sobre os disturbios da linguagem nas crianças portadoras da Sindrome de Down.

  2. vivian Says:

    Olá Elizabeth. Tudo bom?

    No próprio site, ao final do texto, você vai encontrar
    referências sobre Síndrome de Down.
    Além disso, eu posso indicar alguns livros sobre o trabalho com
    linguagem, que me auxiliam nas terapias com essas crianças. São livros sobre Aquisição de Linguagem e não necessariamente sobre Síndrome de Down.

    - LIER-DEVITTO, Maria Francisca (Org.) ; ARANTES, L. M. G. (Org.) . Aquisição Patologia e Clínica de Linguagem. 1a.. ed. São Paulo: FAPESP EDUC-PUCSP, 2006.
    - Lier- DeVitto, Maria Francisca. (Org.). Fonoaudiologia: no sentido da linguagem. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1994, v. , p. 23-38.

    Também existe a Biblioteca Virtual do Núcleo de Formação em Clínica de Linguagem. (www.clinicadelinguagem.com.br), lá você tem acesso para algumas teses importantes.

    Espero ter ajudado.

    Vivian S. Ferreira

  3. Lorena Ibiapina Says:

    Olá!
    Bom dia!
    sou estudante do curso de fonoaudiologia e estou atendendo um pacinete com Síndrome de Down!o paciente tem apenas 5 anos de idade não fala nada!sua comunicação com seus pais é através de sinais(ñ é libras) estou tendo muita dificuldade em atende-lo poís além de não está conseguindo uma boa terapia ele é muito hiperativo!só faz o que quer!!já passo por duas fonoaudiologas e os pais não obterem sucesso!!
    gostaria de um ajuda!!
    mande pro meu e-mail!
    abraços

  4. Roseles Araújo Says:

    Olá, sou acadêmica de fonoaudiologia e estou planejando meu TCC, durante o curso me interessei bastante sobre a atuação da fonoaudiologia em pacientes com Síndrome de Down, por isso escolhi esta síndrome p/ o meu TCC. Estou pesquisando sobre as dificuldades do Down nas áreas de fono (linguagem, audio., voz e M.O.), encontrei mt coisa em linguagem e M.O., q é comum, mas achei quase nada em audio e nada em voz. Pretendo analisar a comunicação de modo um pouco geral, por isso gostaria de conhecer mais sobre as possíveis dificuldades deles com a VOZ e com a AUDIÇÃO. Caso alguém possa me ajudar falando um pouco sobre o que sabe do assunto e/ou me indicando artigos, monografias, entre outros, ficarei muito agradecida!!! Se puderem mandar p/ o e-mail…Obrigada!!!

  5. joceliawalter Says:

    Olá eu estou trabalhando em um apae e gostaria que compartilhasse comigo experiências com Sínd. Down..
    Grata
    Jocelia

  6. Fernanda Says:

    Estou fazendo um trabalho sobre Síndrome de Down na minha escola e pretendo falar um pouco sobre o desenvolvimento da linguagem dos portadores dessa síndrome e acabei nessa página.. O artigo foi muito útil para meu trabalho, obrigada!
    Gostaria de lhes perguntar se ficaram muito inseguras na primeira sessão com um portador e se encontraram muitas dificuldades para desenvolver a linguagem dele.
    Ficaria agradecida se me respondessem pois ajudaria bastante na realização do trabalho e a opinião de profissionais é fundamental para fazer algo realmente bom.

    Obrigada mais uma vez, abraços!

    Fernanda.

  7. Sandra silva Says:

    Olá meu nome é Daniela sou formadaem fonoaudiologia a 2 anos,logo que me formei trabalhei com terapia,depois de alguns meses comecei trabalhar somente com exames e agora que me mudei de cidade novamente me apareceu a oportunidade de trabalhar com terapia e a primeira paciente que me apareceu foi um sindrome de Down,confesso que estou um pouco perdida pois nunca atendi um Down nem mesmo no meu estagio na Apae na poca da Faculdade,estou precisando de uma ajuda.A mãe da pac. me procurou porque diz que a filha esta interpondo demais a lingua durante as refeições e fica quase otempo todo com a lingua para fora da boca me ajudem por favor.

  8. Jucy Tomé Says:

    Olá,

    Sou formanda em fonaoudiologia e estou atendo um bebe com sindrome de Down de oito meses, gostaria de saber minhas limitaçoes com ele,sua bochechas estao hipotonicas e usa a chupeta durante todo dia inclusive para dormi. Me ajude com terapias.

    Obrigada.

    Meu e-mai é jucyq@hotmail.com

  9. wladilleny lemos Says:

    olá,
    sou fonoaudióloga e estou atendendo uma criança de dois anos, que é portadora desta síndrome. gostaria de saber mais informações sobre livros de terapia, para poder ajudarmelhor essa criança.
    obrigado!
    meu e-mail é: wladylemos@hotmail.com

  10. Iara Says:

    Li seu e-mail e resolvi escrever.
    O que me chamou a atenção foi sua pergunta sobre as possíveis limitações com a criança portadora SD.

    Sou mãe de uma portadora de SD e te falo sinceramente, não pense nas limitações e sim nas possibilidades.

    Faço acompanhamento com ela desde o nascimento e os resultados tem sido bastante significativos.

    Ela também tinha hipotonia nas bochecas e fiz todos e mais alguns exercícios que a fono da APAE ensinou. Massagens, exercícios e toques na lingua e os resultados são excelentes.

    Usou chupeta inicialmente, por motivo terapeutico , mas tb sob orientação, retirei a chupeta por volta dos dois anos de idade.

    Acompanho a evolução e observo atraves das fotos, enquanto bebê uma bochecha um tanto exagerada e lingua para fora. Hj com quatro anos ela já fala bem e esta fazendo fono para articular corretamente as palavras. Respira pelo nariz e consegue falar claramento o seu nome e quase todas as palavras. Os sons de “L” como laranja, que normalmente necessitam de uma lingua mais firme e no ceu da boca ela já pronuncia em torno de um ano. Sempre comeu alimentos em pedaço e mais durinhos, sem problemas para deglutir. Come milho na espiga desde 1 ano de idade.

    Sempre fui disciplinada quanto aos exercícios e a alimentação orientada à fono. Acho que isso é o importante. Os resultados aparecem.

    Apesar de não ser uma profissional da área, espero ter ajudado.

    abraço e sucesso.

  11. vivian Says:

    Olá Fernanda.

    Bem, todo caso que aparece no consultório é um desafio para o profissional. Ainda que eu trabalhe muito com problemas de linguagem, sempre procuro me atualizar e me envolver por completo com meus casos.
    Com certeza o trabalho com a linguagem é mais demorado e a cada sessão são descobertas coisas novas. Eu costumo gravar as sessões e, no mínimo uma vez por mês, transcrevê-las. Isso nos ajuda muito a nos envolver com a fala da criança, entender como ela funciona e encontrar o melhor meio para provocar alguma modificação na fala patológica. Procure fazer isso, envolva-se bastante com a fala do seu paciente, seja ele Sindrome de Down ou não.

    Atenciosamente.
    Fga. Vivian S. Ferreira

  12. vivian Says:

    Olá Sandra.

    Bom, o seu trabalho provavelmente vai ter por objetivos adequar todos os aspectos de Motricidade Oral em paralelo com a Linguagem. Acredito que você vai precisar de pelo menos duas sessões por semana.
    Mas procure ficar tranquila, com certeza você terá sucesso se continuar atendendo seu paciente com dedicação. Reserve pelo menos um dia da semana para estudar todos os seus casos, pois o estudo realizado com frequência vai ajudá-la a desenvolver seu raciocínio clínico. Bom trabalho.

    Atenciosamente.
    Fga. Vivian S. Ferreira

  13. vivian Says:

    Olá Jucy.
    Bem, acredito que somente você pode observar quais são as limitações do seu paciente. O que tenho para acrescentar é que, ainda que ele tenha apenas oito meses você não pode se esquecer também do trabalho para desenvolver a Linguagem. Dê orientações aos pais e observe os aspectos de Linguagem a partir do comportamento dele. Tem um livro do Zorzi que descreve muito bem quais são os pontos que você deve observar na criança, ele chama-se “A Intervenção Fonoaudiológica nas Alterações de Linguagem” e, se não me engano, este livro está em promoção na Booktoy (www.booktoy.com.br). Bom trabalho.

    Atenciosamente.
    Fga. Vivian S. Ferreira

  14. poliana Says:

    Olá, meu nome é Poliana, sou fonoaudióloga há pouco tempo e estou com meu primeiro cliente Down.Ele tem 18 anos e o aspecto social muito desenvolvido. A mãe relata que o garoto tem acompanhamento fonoaudiológico desde os 10 anos de idade.Ele possui alterações na parte de OFAs, como, protrusão lingual, prognatia de mandíbula, hipotonia de OFAs, palato ogival. Possui trocas na fala, boa compreensão, porém dificuldades na expressão.Foi observado também alterações na respiração e mastigação do cliente. O mesmo tem problema de postura, a qual vem sendo reorganizada pelo fisioterapeuta (RPG) e refluxo gastro esofágico, que vem sendo tratado com medicamentos.Estou com o cliente há 02 meses, o avaliei, e iniciei o tratamento de motricidade orofacial, fala e linguagem.Gostaria de saber, diante o exposto, quais as expectativas para esse cliente em relação aos aspectos de motricidade orofacial, tendo em vista que desde os 10 anos de idade ele tem acompanhamento e suas alterações continuam acentuadas. Seria o caso de adequar forma (ortodontia) e função ( fono), ou estimulando somente as funções, com exercícios de motricidade, conseguiríamos uma adequação de OFAs? É possível adequar, ou teríamos um ganho?

    Muito grata pela atenção, aguardo sua opinião.
    Abraço, Poliana.

  15. Paulo Roberto Medeiros Wanderlei Says:

    Dra. Vivian
    Tenho um filho com 10 anos com SD que se comunica muito por bem por gestos, mas não fala, senão algumas “meias palavras”, insuficientes para estabelecer comunicação oral. Ele já lê dezenas de palavras, porque identifica a palavra escrita e através de gestos revela o que está escrito. Também responde bem a estímulos sonoros.
    Quando ainda era muito pequeno, desenvolvi um site para que outros pais pudessem se sentir estimulados pelo desenvolvimento dele. Se puder visite o site (sem www).
    Pelo que lhe disse, a sra. visualiza algum problema físico que possa estar impedindo o desenvolvimento da fala? Na sua opinião, que tipo de exames poderíamos fazer para descartar problemas nos órgãos da fala?
    Atenciosamente.

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