Fonoclinica

CONSULTÓRIO DE FONOAUDIOLOGIA - Avaliação, Orientação e Terapia Fonoaudiológica

Consultório

CONSULTÓRIO DE FONOAUDIOLOGIA

Osasco

Endereço:
Rua Nelson Camargo, 318
Centro - Osasco
São Paulo


Alphaville - Barueri

Endereço:
Calçada das Malvas, 28
Centro Comercial de Alphaville - Barueri
São Paulo


ATENDIMENTO:

(11) 3683-3550

(11) 8703-2909

Quando levar seu filho ao fonoaudiólogo.

16th Maio 2007

Algumas crianças possuem particularidades no desenvolvimento e uso da linguagem oral ou escrita, levando os pais a perceberem que elas apresentam características que as diferenciam das demais crianças.

Quando surgem essas dúvidas com relação ao desenvolvimento da linguagem oral ou escrita do seu filho, é interessante procurar um profissional preparado para orientá-lo. Somente sob as orientações de um profissional, você poderá adotar uma conduta que propicie soluções para as dificuldades que se apresentam.

O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para ajudá-lo a discernir o que faz parte de um desenvolvimento saudável daquilo que necessita de uma intervenção profissional.

Procure um fonoaudiólogo sempre que suspeitar de algum problema, afinal uma dúvida solucionada agora pode evitar a efetivação de problemas futuros.

Posted in Linguagem, Leitura e Escrita | No Comments »

Problemas de voz

24th Abril 2007

O que é a Voz?

A voz é um fenômeno próprio produzido pelo homem, que identifica não somente a sua idade, seu sexo e seu tipo físico, como também é um dos meios mais fortes que identificam nossas características de personalidade e estados emocionais.

Problemas de voz

Denominamos Disfonias os problemas relacionados às características da voz como rouquidão, fadiga vocal, sensação de bolo na garganta, aperto, dor, ardor, entre outras.

As Disfonias são sintomas de determinadas patologias que acometem as pregas vocais, sendo as principais os Nódulos, Pólipos, Edema de Reinke, Cistos e Sulco Vocal.

Alguns cuidados básicos auxiliam a preservar a saúde vocal e previnem o aparecimento de alterações na voz. Para conhecê-los acesse o artigo “Cuidados com a voz”.

Tratamento dos problemas de voz

Caso você suspeite de alguma alteração nas características da sua voz, será necessário consultar o médico otorrinolaringologista, uma vez que esse especialista diagnosticará se há ou não alguma alteração na laringe e qual a melhor conduta a ser tomada.

Se houver indicação de terapia fonoaudiológica, o otorrinolaringologista fará o encaminhamento. A maioria dos pacientes com queixa de voz beneficia-se da terapia fonoaudiológica e, em muitos casso, eles adquirem hábitos vocais mais propícios para a saúde da voz.

Produção da Voz

A voz é produzida através da participação de vários sistemas do organismo humano, em especial os sistemas respiratório e digestivo.

A voz é emitida em função da corrente de ar que é fornecida pelos pulmões. Este ar passa pela laringe permitindo a vibração das pregas vocais. O som produzido pelas pregas vocais é amplificado por “caixas acústicas” naturais, formadas pela laringe, boca e nariz. Por fim, esta voz é articulada na boca, tornando-se fala.

respiracao.bmp Fonação

(Ilustração das pregas vocais durante a respiração e a fonação)

O Desenvolvimento da Voz

O desenvolvimento da voz acompanha o desenvolvimento do ser humano, tanto do ponto de vista físico, como social e psicológico.

Para os bebês a voz é o meio que eles usam para tornar-se presente no ambiente, comunicando-se com a mãe. O bebê possui uma emissão sonora muito rica, permitindo que algumas mães interpretem, através do choro de seus bebês, o que eles pretendem “dizer”.

Na adolescência, acompanhando o crescimento corporal, ocorre um crescimento da laringe, principalmente nos meninos. Esse crescimento associado aos hormônios, transforma a laringe infantil em laringe adulta, com um conseqüente pacto vocal, a chamada muda vocal.

A voz adulta é aquela que se apresenta após o término da muda vocal nos rapazes, ou seja, após os 18 anos de idade.

No envelhecimento, ocorrem diversas mudanças na estrutura e função das partes do corpo. Sendo assim, também ocorrem mudanças na musculatura da laringe. Durante a velhice as vozes dos indivíduos são parecidas independentes do sexo do falante.

Para saber mais:

Posted in Voz | No Comments »

Afinal, eu tenho língua presa?

1st Abril 2007

É comum pessoas procurarem o atendimento fonoaudiólogo, porque desconfiam ter a língua presa. Isso acontece, pois a língua presa é popularmente relacionada à qualquer dificuldade que algumas pessoas apresentam para produzir sons da fala. Porém, nem todo problema na fala acontece devido à língua presa.

Um exemplo ótimo, para diferenciarmos os problemas relacionados à língua presa dos demais problemas de fala, é o caso do nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva. Aliás, todo o governo petista já foi apelidado pela mídia de “república da língua presa”.

No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dificuldade se encontra na produção dos sons ´s´ ou ´z´. Ele fala com aquele inconfundível “s”, com a língua entre os dentes: “companheirosssss”.

Mas o presidente Lula, possui mesmo língua presa?

Não, o que acontece com o nosso presidente é um problema denominado ceceio, ou seja, uma alteração da produção de alguns sons com projeção da língua entre os dentes. O que indica que não há a língua presa, mas um erro na articulação da língua.

Mas então, o que é língua presa?

O freio curto sublingual, mais conhecido como língua presa, é caracterizado por uma película abaixo da língua que se encontra mais curta do que a normalidade, impossibilitando a movimentação do órgão para a articulação correta de alguns sons.

Essa alteração é uma característica do órgão, portanto a pessoa já a possui desde seu nascimento.

 

 

(Fonte: http://www.acessa.com/viver/arquivo/dicas/2003/02/19-Cal/)

Quais as conseqüências da língua presa?

A pessoa com esse problema terá dificuldades para realizar a sucção, mastigação e deglutição, além de apresentar alterações na articulação de alguns sons da fala, entre eles estão o “r” e “l”.

Por exemplo, tente permanecer com a língua fixa no assoalho da boca, próxima aos dentes inferiores, e em seguida tente repetir as seguintes palavras: “baRata”, “pRova”, “bLusa”, “caRRo”. Percebeu? Isso é o que acontece com quem tem a língua presa!

E como tratar?

Nesses casos é necessário realizar uma pequena cirurgia denominada pelos médicos de “pique no freio”, que será realizada pelo otorrinolaringologista.

Essa cirurgia é simples, pode ser feita tanto em crianças pequenas quanto em adultos, e também não apresenta riscos.

Em seguida, é aconselhável realizar terapia fonoaudiológica.

O objetivo da Terapia Fonoaudiológica.

A terapia terá por objetivo automatizar o novo padrão da fala, ou seja, vai trabalhar para que essa pessoa possa produzir corretamente os sons que eram produzidos incorretamente, pois agora ela terá que lidar com uma língua com uma característica nova e deverá realizar movimentos que até então ela não realizava.

Em casos de suspeita de língua presa, procure um Otorrinolaringologista e faça a cirurgia. Também é importante procurar um Fonoaudiólogo, de preferência para fazer uma avaliação antes da cirurgia e sessões de terapia pós-cirúrgicas.

 

 

Posted in Motricidade Oral | 58 Comments »

Fonoaudiologia e Síndrome de Down

5th Fevereiro 2007

O que é?

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante de uma anomalia da estrutura do cromossomo 21. Ela tem como conseqüência um atraso das funções mentais e motoras do corpo (redução do tônus muscular).

Alterações Fonoaudiológicas

As crianças com Síndrome de Down, frequentemente apresentam atraso de fala e de linguagem. Como a aquisição de desenvolvimento da linguagem é um processo complexo, essas crianças geralmente adquirem a linguagem mais tarde, por volta dos quatro anos. Também apresentam alterações de fala (trocas, omissões e substituições dos fonemas) e, por conta disso, maior dificuldade de expressão do que de compreensão. Porém esses aspectos são variáveis no desenvolvimento de cada criança.

Por ser uma anomalia cromossômica, na Síndrome de Down ocorre redução do tônus dos lábios, das bochechas e da língua, esta permanece protuída e, consequentemente, ocorre falta de controle motor dos órgãos responsáveis pela articulação. O palato (“céu da boca”), na maioria das vezes, é alto e os lábios encontram-se entreabertos, o que pode ocasionar a respiração oral.

Tratamento Fonoaudiológico

As crianças com Síndrome de Down devem se beneficiar da terapia fonoaudiológica.

O fonoaudiólogo trabalhará com o desenvolvimento do sistema estomatognático e da fala, adequando os órgãos da fala e as funções afetadas (mastigação, deglutição e respiração). Também terá por objetivo desenvolver a linguagem, orientando pais e professores sobre esse processo, já que o seu desenvolvimento se dá a partir da interação da criança com o meio em que ela vive. Por fim, irá orientar a família quanto às possibilidades de desenvolvimento de seus filhos.

Para conhecer um pouco mais sobre Síndrome de Down:

Posted in Linguagem, Motricidade Oral | 15 Comments »

Cuidados com a Voz

15th Janeiro 2007

O que é Voz?

A voz é o som produzido pelo homem que identifica não somente a sua idade, seu sexo e seu tipo físico, como também é um dos meios mais fortes que identificam nossas características de personalidade e estado emocional.

Como perceber problemas na voz?

Ardência, dor na garganta, perda de voz ou rouquidão podem ser sinais de problemas vocais. A consulta com um médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo é necessária caso os sintomas persistam.

Como cuidar da sua voz?

Alguns cuidados básicos auxiliam a preservar a saúde vocal e previnem o aparecimento de alterações na voz.

1. Evite fumar - o fumo é altamente irritante. A fumaça age na mucosa do trato vocal, o que faz surgir um depósito de secreção provocando o pigarro.

2. Evite bebidas alcoólicas - as bebidas permitem uma anestesia dos tecidos com a conseqüente perda de sensibilidade e um provável abuso vocal.

3. Cuidado com o ar condicionado - muitas pessoas são sensíveis ao ar condicionado pois ele pode provocar um ressecamento da mucosa do trato vocal.

4. Evite o pigarro e tosses freqüentes - eles podem facilitar o aparecimento de alterações nas pregas vocais, devido ao grande atrito causado na mucosa.

5. Evite roupas apertadas - algumas roupas pressionam a região do pescoço (gravatas apertadas, golas altas, lenços, etc.) e do abdômen (corpetes, cintas, etc.), limitando a livre movimentação da laringe e do diafragma.

6. Beba água - a ingestão de 2 litros ao dia pode reduzir a viscosidade do muco da laringe.

7. Evite pastilhas refrescantes - elas são como anestésicos e podem permitir o abuso vocal.

8. Ingerir maças antes de utilizar a voz como atividade profissional é bom devido suas propriedades adstringentes.

9. Mantenha uma boa postura corporal, possibilitando a movimentação da laringe e a projeção adequada da voz.

10. Evite gritar ou falar por muito tempo para não provocar fadiga vocal.

11. Quando fizer uso prolongado de sua voz faça um repouso vocal de pelo menos 30 minutos, para poupar a musculatura fonatória e irrigar as pregas vocais.

Como a voz é produzida?

A voz é produzida na laringe. A laringe é um tubo vocal onde ficam as pregas vocais.
Quando inspiramos o ar entra nos pulmões e as pregas vocais se afastam, permitindo a passagem do ar.
Quando falamos as pregas vocais se aproximam, o ar sai dos pulmões e passa pela laringe permitindo a vibração das pregas vocais.
O som produzido pelas pregas vocais passa por um “alto-falante” natural formado pela laringe, boca e nariz. Essas estruturas são chamadas cavidades de ressonância.
Por fim, os diferentes sons da fala são articulados na boca, modificando o ar vindo dos pulmões. Esses movimentos devem ser precisos para produzir sons claros e inteligíveis.

Posted in Voz | 6 Comments »

A importância da amamentação

15th Dezembro 2006

A amamentação natural (ao seio) é a maneira mais adequada para oferecer os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento do recém-nascido. Além disso, quando a criança é amamentada ao seio, as estruturas faciais têm um melhor desenvolvimento e a incidência de cáries é menor. Além dos nutrientes, o leite contém fatores antibacterianos, antivírus, antiinfecciosos, antiparasitários e propriedades imunológicas.

Ao sugar o seio, o bebê estabelece o padrão adequado de respiração nasal e estimula adequadamente os músculos envolvidos na deglutição e, posteriormente, na mastigação. Esta estimulação precoce dará à criança subsídios de melhor adequação dos órgãos utilizados na fala.

Quando o aleitamento materno é inadequado ou inexistente, o bebê pode apresentar alterações de sucção, mastigação, e deglutição; problemas de fala; distúrbios respiratórios, problemas ortodônticos, anteriorização do reflexo de náusea e posicionamento inadequado da língua.

Quanto mais prolongado o aleitamento no seio materno, menor a incidência de alterações no sistema estomatognático; até os 6 meses de vida o bebê não necessita de nenhuma outra fonte de alimentação.

A partir de todas essas considerações, realizei em parceria com outras fonoaudiólogas, um artigo científico descrevendo a relação entre o tempo de aleitamento materno e o desenvolvimento dos aspectos relacionados à fala e linguagem de crianças na faixa etária de 4 a 6 anos.

( Para ler o artigo referente a este trabalho, faça o dowload aqui)

Posted in Linguagem, Motricidade Oral | No Comments »

Respiração Oral

20th Novembro 2006

A respiração é o processo de incorporação de oxigênio e eliminação de gás carbônico.

A respiração pelo nariz é função essencial para a saúde das pessoas. Quando respiramos pelo nariz, o ar é umidificado, aquecido e filtrado de suas impurezas para chegar aos pulmões. Além de proporcionar oxigênio para o metabolimos celular, garante o correto desenvolvimento anatômico e funcional das mais diversas estruturas do corpo.

O ar respirado pela boa (respiração oral) chega ao organismo como se encontra no ambiente, ou seja, com impurezas, seco, frio, deixando-nos mais propensos a problemas respiratórios. Quando respiramos bem, ou seja, pelo nariz, sentimos melhor o cheiro e o gosto dos alimentos.

Um criança que apresenta dificuldade para respirar pelo nariz pode apresentar as seguintes caracteríticas:

  • Hipertrofia (aumento) de amígdalas e/ou adenóides, desvio de septo, rinite alérgica, sinusite;
  • Espaço reduzido na cavidade nasal, narinas estreitas;
  • Alterações de paladar e olfato;
  • Alterações na oclusão de dentes;
  • Lábios entreabertos, ressecados, com alterações de cor e flácidos;
  • Tensão no músculo do queixo;
  • Língua flácida, volumosa, projetada anteriormente;
  • Alteração na mastigação;
  • Alteração na deglutição;
  • Alterações de voz (nasalisada e/ou rouquidão);
  • Otites frequentes (dor de ouvido);
  • Olheiras;
  • Alteração na postura de cabeça e pescoço;
  • Alteração na postura corporal;
  • Alterações de sono (ronco, baba, sono durante o dia);
  • Menor rendimento físico;
  • Alterações no rendimento escolar (esta alteração não ocorre devido a problemas intelectuais, mas sim porque devido a alterações de sono, a criança terá dificuldades quanto a atenção e concentração);
  • Alterações na fala (trocas na fala, articulação travada, imprecisão e distorção articulatória, excesso de saliva).

Existem muitas causas que justificam o fato de uma criança não respirar bem pelo nariz, como: obstruções nasais que podem ocorrer por desvio de septo, adenóides aumentadas (”carne esponjosa”), amígdalas grandes, rinites, sinusite, irritação por odores ou poluição. A flacidez dos músculos da face também pode levar a boca a se abrir originando a respiração bucal.

Tratamento:

A avalição otorrinolaringológica determina a causa da respiração oral e presecreve o melhor tratamento naquele momento; o ortodontista fará as correções dentárias necessárias e o fonoaudiólogo reeducará as funções alteradas, assim como irá garantir, através de exercícios e conscientização, o uso e a importância da respiração nasal.

Dicas para uma boa respiração: (fonte: “Dudu no mundo da respiração”)

  • Oriente a criança para que mastigue bastante, usando os dois lados alternadamente, devagar e sempre com a boca fechada. Prefira alimentos com consistência mais dura (legumes crus ou pouco cozidos no vapor, frutas secas). A musculatura precise trabalhar.
  • Faça inalação e utilize soluções fisiológicas quando necessárias e receitadas pelo seu médico.
  • Assoe o nariz várias vezes ao dia, evite permanecer com o nariz sujo e escorrendo.
  • Caso freqüente escola de natação, verifique se a quantidade de cloro é excessiva e se há boa ventilação no local. Prefira piscinas salinizadas.
  • Procure realizar atividades físicas que estimulem a boa respiração, como futebol, atletismo, tênis.
  • Utilize aspirador de pó em travesseiros e colchões no mínimo uma vez por mês.
  • Coloque travesseiros e roupa de cama ao sol, pois o calor mata os ácaros e fungos.
  • Mantenha a casa sempre limpa, arejada e com baixa umidade, principalmente o quarto.
  • Animais de pelos são prejudiciais a pessoas alérgicas. Caso os tenha evite que entrem em casa, principalmente nos quartos.
  • O uso de protetor de colchão e travesseiro é importante para evitar o contato com os ácaros que estão no próprio colchão. Lave-os a cada duas semanas.
  • Lave com água quente a roupa de cama pelo menos uma vez por semana.
  • Remova tapetes e carpetes, principalmente do quarto, prefira piso liso, sintético e passível de limpeza com pano úmido.
  • Remova ou limpe objetos mofados.
  • O acompanhamento periódico com o seu médico, dentista e fonoaudiólogo é de extrema importância.

Para saber mais:

- Livros para pais:

Taborda, F.R., Netto D.C.A, “Dudu no mundo da respiração - orientação e concientização para crianças respiradoras orais”, Pulso Editorial.

- Para professores:

Munhoz, C.L., “Cantando e Apredendo a mastigar, a ouvir, a respirar e a falar”.

Posted in Motricidade Oral | No Comments »

Mordida aberta anterior

6th Novembro 2006

A mordida aberta anterior pode ser considerada como um desvio no relacionamento vertical dos arcos maxilares e mandibulares, ou seja, é a falta de contato vertical entre os dentes incisivos do arco superior e inferior. (veja algumas imagens)

A etiologia da mordida aberta pode estar relacionada à fatores hereditários e, principalmente, à fatores ambientais externos, em especial os hábitos orais como a sucção do polegar ou de outros dedos; uso de chupetas e mamadeiras por tempo prolongado; posicionamento da língua e lábios entre os dentes incisivos inferiores e superiores. Alguns estudiosos referem que indivíduos dolicofaciais (face estreita) são mais propensos a mordidas abertas. Portanto, a relação entre intensidade, duração e frequência dos hábitos viciosos + padrão facial determinam o desvio.

Geralmente o tratamento precoce (durante dentição decídua) soluciona essa alteração sem necessidade de tratamento ortodôntico. Porém nos casos em que a mordida aberta já se estabeleceu, é necessário realizar tratamento ortodôntico/ortopédico em associação ao fonoaudiológico.

Pessoas que possuem mordida aberta anterior apresentam alterações durante posição habitual de língua (entre os incisivos superiores e inferiores); na deglutição (interposição de língua; contração dos lábios) e articulação de alguns fonemas /t/ /d/ /l/ /r/ (também com projeção de língua).

A terapia fonoaudiológica, nos casos de mordida aberta, tem por objetivo adequar o posicionamento da língua durante a deglutição, a fala e a posição habitual através da terapia miofuncional.

Posted in Motricidade Oral | 1 Comment »

Distúrbios de linguagem

28th Outubro 2006

A grande maioria das crianças começam a produzir as primeiras palavras por volta dos 10 meses. Porém, algumas crianças, apesar de já teram ultrapassado essa idade, ainda não adquiriram a linguagem oral ou estão apresentando um desenvolvimento muito lento. Algumas crianças podem apresentar vocábulo restrito, uso reduzido de artigos, preposições, expressões incorretas de tempos verbais evidenciam uma habilidade reduzida do uso da língua, caracterizando um atraso leve de linguagem. Quanto maior a intensidade das características citadas, maior é a complexidade e o agravamento do grau do atraso na linguagem.

Conheça as fases do desenvolvimento de linguagem. (clique aqui)

Posted in Linguagem | No Comments »

Voz

28th Outubro 2006

Pessoas que apresentam alteração indesejada da qualidade vocal (rouquidão, fadiga vocal, falta de ar, etc), podem possuir alterações na produção da voz (disfonias). Portanto planejo um trabalho que terá por objetivo o aperfeiçoamento e reabilitação de funções e estruturas relacionadas à produção da voz e da fala.

Algumas pessoas não possuem queixa vocal, mas desejam aperfeiçoar sua comunicação e seu padrão vocal. Desta forma planejo um trabalho de treinamento vocal.

Posted in Voz | No Comments »

Motricidade Oral

28th Outubro 2006

Motricidade Oral é a área da Fonoaudiologia que irá aperfeiçoar e reabilitar os aspectos estruturais e funcionais das regiões orofacial (musculaturas da face e da mastigação) e cervical.

Os distúrbios de motricidade oral envolvem alterações de funções como a respiração, mastigação, deglutição e articulação (fala). O fonoaudiólogo trabalha com estas alterações juntamente de ortodontistas, otorrinolaringologistas, dentistas, médicos, entre outros.

Posted in Motricidade Oral | No Comments »

Distúrbios de leitura e escrita

28th Outubro 2006

O trabalho fonoaudiológico nessa área, tem por objetivo promover, através de interpretação e produção de textos, a apreensão da funcionalidade da escrita (como, porquê e para quê se lê e se escreve).

Posted in Leitura e Escrita | 2 Comments »

Distúrbios de fala

28th Outubro 2006

Correspondem a dificuldades relativas à aprendizagem dos sons ou fonemas da língua. A criança apresenta em sua fala, omissões, trocas de posição de fonemas, assimilações de outros fonemas e acréscimos de fonemas que não existiam na palavra inicial. Exemplo: coca cola - /tota tola/ , Barata - /balata/, Preto - /peto/.

Posted in Linguagem | No Comments »

Gagueira

16th Outubro 2006

A gagueira é considerada como distúrbio ou transtorno de fluência que geralmente surge na infância, no período entre os dois e os cinco anos de idade [1].Assim como existem muitas teorias sobre sua natureza, assim se multiplicam as suas definições. Em termos de sua manifestação, ela pode ser descrita como um transtorno do ritmo, ou da fluência, ou ainda, do padrão temporal da fala. Nela se observa que o fluxo natural do som da fala acha-se prejudicado [2]. Os sintomas principais incluem:

  • Prolongamento de sons (audíveis ou silenciosos). Repetição de sons, sílabas ou partes de palavras.
  • Bloqueios de sons (pausas tensas). Substituições de palavras e reformulações de frases.
  • Uso excessivo de marcadores discursivos (“tipo”, “é”, “então”, etc.). Modificações do tom de voz.
  • Modificações da respiração (fazer inspirações profundas antes de falar ou falar até acabar o ar).

A esses sintomas, podem se associar outros sintomas, não relacionados propriamente à fala: os sintomas secundários – também denominados de comportamentos associados. Entre eles encontram-se: aumento de tensão física (como por exemplo: tremores de lábios ou de mandíbulas); presença de emoções negativas associadas à fala (medo vergonha ou frustração); hábitos persistentes e incontroláveis associados ao ato de falar (“tiques”); contorções faciais; movimentos de braços, de cabeça, ou de mandíbula, entre outros [2].

Epidemiologia da gagueira

A porcentagem da população que gaguejou em algum momento de sua vida é de 4%. No entanto, após a puberdade tal número sobe para 5%. A partir daí, tende a declinar em função do curso da gagueira. Após a puberdade encontra-se ao redor de 0,8% podendo chegar a 0,5%. Sua prevalência é menor do que sua incidência porque a remissão espontânea do quadro costuma ocorrer antes da adolescência.

Há três vezes mais homens do que mulheres, entre a população que gagueja. Um terço ou metade dos indivíduos que gaguejam referem que possuem um membro de sua família que gagueja ou que já gaguejou.

Gagueira de desenvolvimento

A gagueira do desenvolvimento surge antes da puberdade, geralmente entre dois e cinco anos de idade, sem causa aparente, no período de aquisição da linguagem.

Quando está adquirindo a linguagem, a criança encontra algumas dificuldades em lidar com a língua (selecionar palavras para se expressar, necessidade de relatar algo em um pequeno espaço de tempo, etc.) apresentando conseqüentes repetições, prolongamentos ou hesitações [3]. Este período pode ser chamado de “disfluência normal”, já que é uma época em que a criança está adquirindo a língua, construindo seus saberes lingüísticos. A disfluência, portanto, ocorre nos momentos de construção, de elaboração e de instabilidade lingüística [5].

Como ainda não existe nenhum modo de se prever quais das crianças que se encontram nesta fase persistirão gaguejando, é de fundamental importância o trabalho de prevenção, logo após o surgimento dos primeiros sintomas [2]. “A gagueira não está na boca da criança, mas no ouvido dos pais. É a eles que se deve dirigir a atenção, orientando e ouvindo suas dificuldades” [6].

- Orientações aos pais: Com relação à dinâmica familiar, alguns estudiosos referem que ao chamarem a atenção da criança para a sua fala, os pais estariam provocando a causa imediata da gagueira, fazendo com que hesitações comuns presentes na fase de aquisição de linguagem, se transformassem em gagueira.

“Na gagueira, ao contrário da satisfação, há o anti prazer, a constatação, logo na infância, de inabilidade para a linguagem, do silêncio imposto pelo interlocutor (pais), o que leva a criança a perceber-se como um sujeito que apresenta dificuldades na elaboração do discurso” [7]. Sete conselhos para ajudar a criança que gagueja [2]:

Fale com a criança sem pressa, com pausas freqüentes. Quando seu filho terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. A fala lenta e relaxada é muito mais eficaz do que criticar ou dizer: “fale devagar”, “repita mais devagar”. Reduza o número de perguntas ao seu filho. As crianças falam mais livremente ao expressar suas próprias idéias ao invés de responder às perguntas dos adultos. Ao invés de fazer perguntas, faça comentários sobre o que seu filho disse, mostrando-lhe que você está prestando atenção.

Utilize expressões faciais e linguagem corporal para demonstrar ao seu filho que você está mais atento ao conteúdo da mensagem do que com sua forma de falar. Reserve alguns minutos, todos os dias, para dar atenção somente ao seu filho. Deixe que ele escolha o que gostaria de fazer. Permita que ele dirija as atividades, decidindo se quer falar ou não. Quando você falar, utilize uma fala lenta, tranqüila, relaxada e com pausas freqüentes. Este momento calmo pode aumentar a autoconfiança da criança pequena, porque ela vai saber que o pai ou a mãe aprecia a sua companhia. Conforme a criança se torna mais velha, pode ser um momento em que se sente confortável para falar de seus sentimentos e experiências com o pai ou a mãe.

Auxilie todos os membros da família a aprender a escutar e esperar sua vez de falar. Para as crianças, principalmente as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte. Observe como você se relaciona com seu filho. Sempre que possível, demonstre que você está prestando atenção ao que ele está falando e ele pode utilizar o tempo que precisar para falar. Procure evitar a crítica, o falar rápido, as interrupções e as perguntas freqüentes.

Acima de tudo, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O mais importante será o seu apoio ao seu filho, quer ele gagueje ou não.

Gagueira adquirida

Também chamada de gagueira neurogênica, ocorre após um dano cerebral bem definido, ocasionado por um derrame, uma hemorragia intracerebral ou um traumatismo craniano. É um fenômeno raro que tem sido observado após lesões em uma grande variedade de áreas cerebrais [4].

Etiologias da gagueira

Até hoje ainda não se estabeleceu a etiologia da gagueira. Atualmente a gagueira é considerada um distúrbio causado por diversos fatores (psicológicos, neurológicos, genéticos). Do ponto de vista orgânico, alguns estudiosos acreditam que a gagueira ocorre devido a anormalidades no funcionamento cerebral e que essas anormalidades podem ser hereditárias.

Do ponto de vista socioemocional e psicanalítico, a gagueira ocorreria a partir das relações de comunicação vividas, em que o padrão de fala de um sujeito é vista como impróprio o que leva o interlocutor a não interpretar esse sujeito que “fala errado”. Assim sendo, o sujeito gago será calado e frustrado, sempre que há a possibilidade de falar. Conseqüentemente o sujeito que gagueja, para deixar essa marca de “mal falante”, ficará muito atento à sua fala, o que não é possível, já que a nossa fala é espontânea, ou seja, não nos preocupamos como iremos falar algo, mas sim, com o que iremos falar (a mensagem que pretendemos passar).

Tratamento Fonoaudiológico

Na sociedade existe a ideologia do bem falar, ou seja, acredita-se que a fluência normal é absoluta e que não contêm trechos disfluentes (gaguejados). Isso favorece as reações de não aceitação desses trechos, que passam a ser interpretados como problemáticos. Conseqüentemente, irá aumentar as reações de não aceitação bem como a tentativa de controlar a fala (que deve ser espontânea e não controlada), aprisionando o discurso do falante. Já quando a situação de comunicação não lhes trouxer nenhuma preocupação com a imagem de si, não há antecipação da gagueira e conseqüentemente a fluência irá ocorrer com maior freqüência. “O tratamento direciona-se para a ressignificação da experiência de fala e modificação dessa imagem de falante. Esse processo desenvolve-se por meio de duas vertentes que se articulam: uma pautada no diálogo paciente / terapeuta e a outra na sensibilização do corpo do paciente” [8].

Curiosidades

Famosos que gaguejam

Então disse Moisés ao Senhor: “Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora nem depois que falaste ao teu servo; pois sou pesado de boca e de língua.” Ex, 4:10. Moisés gaguejava??? Muitos dizem que não só Moisés, mas também outros grandes nomes da história apresentavam gagueira:
Aristóteles, Robert Boyle, Lewis Carrol, Rei Carlos I, Charles Darwin, Demóstenes, Scatman John, Rei Luís II, Marylin Monroe, Imperador Napoleão 1º, Isaac Newton, Theodore Roosevelt, Virgílio.

Referências

  • [1] Instituto Brasileiro de Fluência.
  • [2] RIBEIRO, M. I., “Gagueira”, São Paulo, 2003.
  • [3] AZEVEDO, G. P. N., “Gagueira: a estrutura da língua desestruturando o discurso”, 2003.
  • [4] Associação Brasileira de Gagueira
  • [5] KELLY, R. E. O. G.,“Fluir ou disfluir: eis a questão! Uma discussão sobre a gagueira e a psicanálise”, São Paulo, 2002.
  • [6] JOHNSON, W., “An open letter to the motter of a stuttering child”, New York, 1941.
  • [7] CUNHA, M. C., “Fonoaudiologia e Psicanálise: uma reflexão sobre gagueira e o inconsciente”, São Paulo, 1996.
  • [8] Gagueira – Novos Paradigmas

Links externos

Posted in Linguagem | No Comments »

Dia Internacional de Atenção à Gagueira

16th Outubro 2006

O dia 22 de outubro é o “Dia Internacional de Atenção à Gagueira”. Neste ano de 2006, o tema é “Causas da Gagueira”.

(…) Na semana de 15 a 22 de outubro, estão programados diversos eventos em todo o Brasil para comemorar o “Dia Internacional de Atenção à Gagueira”. Informe-se sobre os eventos na sua cidade! Maiores informações:

CEFAC - Saúde e Educação: www.cefac.br
ABRA GAGUEIRA - Associação Brasileira de Gagueira:
www.abragagueira.org.br
HSPE - Hospital do Servidor Público Estadual:
www.iamspe.sp.gov.br
IBF - Instituto Brasileiro de Fluência: www.gagueira.org.br

Fonte: ABRA GAGUEIRA

(Saiba mais sobre GAGUEIRA)

Posted in Linguagem | No Comments »